sábado, 15 de janeiro de 2011

A verdade sobre nós .

A Verdade sobre Nós
(reflexões tiradas das palavras do Rabino Yossef Salton + trechos inseridos no contexto são de minha autoria)  By  Jorgete Chagas.

Vivemos num mundo onde o crime não é roubar, mas ser pego. Tudo bem, estou sendo muito sarcástica; não somos todos ladrões, mas vivemos numa sociedade em que os valores morais têm mudado completamente. Alguns de nós realmente são honestos, mas é muito difícil permanecer honesto. Algumas vezes somos forçados não propriamente a roubar, mas a fazermos alguns truques, algumas artimanhas e, com o tempo, a nossa consciência não fica muito clara. Se continuarmos com a consciência destes últimos 2000 anos da Era de Peixes, não só não mudaremos como ainda podemos piorar.

Temos, no entanto, uma oportunidade para mudar, através do conhecimento da Arvore da Vida. Não apenas o conhecimento de uma vida de 30 ou 60 anos, mas o acumulado por milhares de anos. Além de ajudar a superar as limitações de tempo e espaço, este conhecimento pode nos dar a força e a coragem para fazermos as mudanças apropriadas no mundo.

Não somos mais aquela geração de nossos pais e nossos avós, da qual sempre ouvimos falar em toda parte, que chegaram ao país sem dinheiro, trabalharam duro por dezenas de anos e construíram um império. Somos a geração que nasceu com tudo; não precisamos começar do zero. Mesmo assim, queremos seguir nossos pais e avós. É como uma obsessão de sermos heróis ao nosso modo. Mas não é preciso. Não precisamos construir qualquer coisa a mais. Devemos entender como alcançar um novo Império – O Império Cósmico, o império de nossa mente – e, só assim, sermos capazes de viver o Agora.

Somos chamados de Nova Geração mas, na verdade, vivemos no passado. Somente se tivermos o entendimento espiritual sobre o que o Agora significa, poderemos realmente ser chamados de a Nova Geração.

Quando começou a Era de Aquário ? Posso dar mais ou menos uma data, mas vou explicar: quando uma Era termina, uma nova Era começa, mas existe um período de superposição. A mudança não se dá de um momento para o outro. E a parte mais crítica da mudança é justamente esta superposição de Eras. É como uma pessoa que está mudando de casa. No início, ela está tranqüila e descansada na sua casa e, para mudar, tudo se transforma numa grande confusão, numa bagunça. Só quando estiver na nova casa e tudo estiver arrumado e no lugar, aí sim ela poderá descansar novamente.

Este período de superposição é muito crítico. É um período de muitas guerras, muitas mudanças, um período de agitação. Isto é o que estamos sentindo agora. Toda a humanidade estremece, não existe ordem , tudo é caos, algumas pessoas pensam que isto é a vida, mas não é. De fato, o que existe é um propósito. Se nossa mente continuar num caos, a Nova Era entrará e nós poderemos continuar com a nossa mente no caos, porque tudo se encontra na mente. Precisamos nos preparar para o que está por vir.

A Era de Aquário, segundo cálculos cabalísticos, começou há 400 anos e o final deste período de transição se deu em 2000.

Quando a alma vem a este mundo, ela traz consigo muita energia. Muitas pessoas vêm vazias a este mundo e dele saem vazias, porque não sabem se conectar com a energia espiritual. Algumas pessoas, no entanto, desde o nascimento, conseguem se conectar com toda a inteligência cósmica e conseguem compreender a sabedoria e o conhecimento de todo o Universo; são o que chamamos de iluminados; pessoas comuns que, sem mais nem menos, recitam em versos e prosas conhecimentos que sabemos pertencer aos grandes mistérios da vida; outros curam, apenas no toque das mãos e ainda mais outros conversam com nossos mortos.

Quando falo a respeito dessas pessoas iluminadas, quero também me referir a pessoas que foram capazes de compreender a escuridão da energia da morte, porque, quando nos confrontamos com a morte, não entendemos mais o que está acontecendo. São essas pessoas iluminadas que nos ajudam a entender a vida eterna e a eliminar o medo da morte.

A Nova Era de Aquário também é conhecida como Era da Iluminação. Não apenas a iluminação de uma, duas ou dez pessoas de uma geração, mas a iluminação de todas as pessoas do mundo, porque de acordo com a lei da reencarnação, somos as mesmas almas que viveram há 6000, 4000, 2000 anos e estamos aqui novamente para usar nossa sabedoria como experiência, para fazer as mudanças que o Universo inteiro está esperando.

Desperdiçamos a maior parte de nossas vidas de 80 e 90 anos procurando acumular bens materiais e não há nenhuma pessoa que tenha subido, carregando seus bens nas costas, seu carro, sua casa, suas jóias. Aprendemos a construir casas, mas não aprendemos como construir nosso Paraíso. E nesse Paraíso deveremos aprender como viver eternamente com felicidade, porque nesta vida onde existe dor e sofrimento não há sentido em se viver eternamente.

Nós queremos aprender como construir
Nosso próprio paraíso
Aqui na Terra

Para termos uma idéia melhor de nós, precisamos entender as dimensões. Conhecemos três dimensões. Não podemos desenhar numa tela as três porque a tela só tem duas dimensões. A terceira é a profundidade. Existe uma quarta dimensão que é conhecida como tempo. Esta nos dá o movimento. Sem o tempo estaríamos parados e não nos movendo.

Tempo é a diferença entre uma ação de
movimento e outra ação

O que nos dá a dimensão da vida é o movimento, a ação e tudo o que conhecemos ao redor de nós. O nosso conceito de tempo é, em geral, bastante limitado. Não possuímos todo o conceito de tempo continuamente, mas temos um conceito de tempo em pedaços. Por exemplo: quando movimento minha mão de uma posição para outra, não vejo todos os milhões de movimentos que meu braço faz, mas me concentro no primeiro e no último movimento.

O que acontece conosco na vida ? nós não concebemos todos os milhões de detalhes do que ocorre conosco; temos apenas o conceito do começo, do meio – que talvez seja o ponto alto de uma existência – e do fim. E com isso nos satisfazemos.

Início = Passado
Fim = futuro
Meio = pontos altos (bom ou ruim)

O que queremos, de fato, é entender todo o processo. Lembrar de tudo. Recuperarmos a nossa memória. Conseguirmos lembrar o que fizemos há vinte anos, por exemplo, numa noite de sexta feira, às 17:00 horas. Se não aconteceu algo de extraordinário, não vamos lembrar.

Outro exemplo: Nós, da geração do aqui e agora não gostamos de cozinhar. Queremos comida instantânea. Não estamos interessados no processo de desenvolver ou criar arte, mas sim no resultado imediato, no ganho imediato. Esta é a geração do Agora, do instantâneo. É como uma pessoa que está viajando de férias. Sai de um ponto para outro, mas só está interessado em chegar na praia ou no hotel, não se interessando pelo caminho por onde passa; não admira a paisagem. Será que este caminho não é importante ? ele também é parte do processo, é parte das férias. E é também importante que tenhamos condições de ter satisfação na jornada.

Todos nós nascemos com uma história pra contar
E precisamos ser observadores
Deste processo, desta história

Muitas vezes quando colocamos um objetivo à nossa frente e, por 10, 20 ou 30 anos, trabalhamos para atingir esse objetivo, passamos por sofrimentos, perdas, durante esse percurso. A força que nos move é o desejo de atingir esse objetivo, porém, quando conseguimos muitas vezes não ficamos felizes. Agimos como se tivéssemos perdido este tempo e então precisássemos planejar a volta. Há pessoas que, quando nadam até a praia já começam a pensar no caminho de volta.

Estamos procurando, ao longo do tempo, superar esta nossa natureza “instantânea” e passar a compreender melhor o processo. É importante que tenhamos uma visão melhor da nossa história. Começar a perguntar “ por quê ? “ sermos observadores perspicazes, para não irmos e voltarmos durante todo o tempo da nossa vida, simplesmente porque batemos na porta errada, ou nos equivocamos quanto à estrada certa a percorrer. À medida que observamos melhor a estrada, vamos saber se é a certa e, se não for, vamos parar e analisar a situação para não perder tempo precioso.

Não devemos esquecer daquela perguntinha chata: “ Mas como nos tornamos observadores da nossa historia ? “ é apenas uma questão de exercício diário; todos nós temos, sem sombra de dúvida, discernimento suficiente para sabermos quando algo não está certo, embora na maioria das vezes, não conseguimos descobrir o fio da meada. À medida que começamos a buscar respostas e conseguimos identificar um padrão repetitivo em nossas vidas, damos um passo significativo para finalmente entender a nossa história e mudar o padrão.

A maneira mais simples de identificar o padrão que nos acompanha desde o nascimento e se repete ao longo da vida, é olhando para nossos pais. A família é uma célula pequena com um mesmo padrão emocional. Todos são semelhantes entre si; esta é a razão pela qual herdamos as doenças. As famosas doenças genéticas.

A herança espiritual traz o padrão
Que se materializa nos descendentes

A falta de compreensão deste padrão traz a repetição, não só de doenças, mas de todos os problemas que assistimos desde a infância em nossos pais e automaticamente levamos para nossas vidas, até o final. Em resumo, tendemos a repetir a vida de nossos pais, pois os valores, conceitos, estão dentro de nós.

Voltando a falar em tempo, já que me empolguei na história do processo e/ou padrão, precisamos compreender as Eras , que duram mais ou menos 2000 anos. E ao falar em Eras, estamos apenas procurando entender o processo de civilização e, ao mesmo tempo, nosso próprio processo (aqui estou eu de novo !); saibam que o tempo está à frente da visão e inteligência humanas.

Hoje, a ciência diz que o tamanho do Universo é de, provavelmente, trilhões de anos-luz. Um ano-luz é a distância que a luz percorre durante um ano à velocidade de 300 mil km por segundo. Como podemos conceber a distância e o espaço percorrido pela luz a 300 mil km por segundo durante um ano ? é dificil mas é a única forma de começar a entender o nosso universo.

A Luz (espectro de freqüência de vibrações) que nós podemos medir através da nossa limitada consciência é apenas uma pequena parte da luz espiritual, que é infinita. Por exemplo: o uso da energia em casa. A energia que passa pelos cabos fora da casa é muito forte, mas a que usamos dentro de casa, adaptada à nossa capacidade, é apenas uma pequena porção dessa energia. Dessa forma, talvez a velocidade da luz seja infinita e o que percebemos da luz seja apenas aquilo que nossa capacidade permite. A capacidade de nossa mente, e portanto de nossa compreensão, é de apenas 5% do nosso potencial. Se com 5% podemos ver que a luz viaja a 300 mil km p/segundo, com 100% poderíamos perceber que a velocidade da luz é infinita.

É por causa disso que digo que o tempo é uma ilusão;
tudo é aqui e agora.

Mas não de acordo com a limitação de 5% e sim com o potencial de 100%. Se eu, agora, posso entender 6000 anos de civilização em meia hora, isto quer dizer que estou vivendo 6000 anos em meia hora e é exatamente isso que queremos fazer. Quando falamos da era de 2000 anos, estamos tentando expandir a nossa capacidade de compreensão e procurando transcender a nossa limitação de visão de tempo de meia hora e atingir 6000 anos. Os Maias, ao criar o Calendário do Tempo (este calendário é uma ferramenta, um sincronizador do tempo) falavam a mesma coisa; o princípio da velocidade da luz x consciência é o mesmo.

Começamos a contar as eras há 6000 anos e podemos dizer que começamos do ano zero até 0 ano 2000, quando a humanidade passou por um processo de mudança. Esse processo fez com que o homem se desenvolvesse. Todas as eras são medidas em 2000 anos. Trata-se de uma camada da inteligência cósmica que desceu para a Terra e entrou em nosso corpo e em nossa mente. Por isso, o homem desenvolveu-se não só fisica, mas mentalmente. Quanto mais espirituais nos tornamos, mais livres seremos da limitação da ilusão do tempo, porque o tempo é uma dimensão que afeta nossa mente, nosso corpo, humores e emoções. Isto explica porque há períodos em que nós simplesmente não temos tempo para nada e outros em que o tempo sobra.

De acordo com o nosso relógio, todos os dias têm 24 horas. Então porque às vezes eu tenho tempo e, de repente, não tenho mais ? quando não tenho tempo, significa que o tempo está se fechando sobre mim e é muito estreito. A minha vida também se estreita, tenho muitas coisas para fazer e o tempo está muito limitado, concentrado. Quando tenho tempo, a vida se torna mais expandida, maior. Meu coração e minha mente tornam-se também mais livres.

Querer que a vida fique mais tranqüila
É o que procuramos dizer sobre
A eternidade = tempo sem contagem

Ao viver uma hora física, apenas uma hora, queremos transcender esta hora, este momento, e atingir, talvez 2000, 6000, 10000 anos, o infinito, o tempo infinito. Assim, podemos prolongar nossa vida, que se torna mais longa. Poderemos, então, experimentar a vida dentro de parâmetros vibracionais mais altos; desta forma estaremos “ além do tempo”. Um exemplo mais prático: em quanto tempo posso aprender astrologia ? um ano ? 30 anos ? Minha capacidade é muito limitada mas se eu puder me conectar com a sabedoria de todos os astrólogos que viveram durante 6000 anos, em um ano posso aprender 6000 anos de sabedoria. Num exemplo ainda mais simples: um pesquisador pode passar 10 anos na Amazônia, pesquisando e escrevendo um livro. Quanto tempo levo pra ler esse livro ? um dia ? uma semana ? posso receber o conhecimento que esta pessoa levou 10 anos pra pesquisar em alguns dias.

Continuando a história das eras da humanidade, astrologicamente falando, o ano zero foi a Era de Touro (0 a 2000), seguida da Era de Áries (2000 a 4000), da Era de Peixes (4000 a 6000) e agora da Era de Aquario (6000 - ?).

Devo explicar que não considero Jesus Cristo como base de começo e/ou fim de contagem de tempo. Por exemplo: 2000 anos antes de cristo e/ou 120 anos depois de cristo.

Do ano 2000 ao ano 4000 toda a nossa cultura está centrada em coisas mundanas (profano). Durante a Era de Áries, o homem voltou-se para o seu próprio eu e começamos a construir cidades e muros ao redor delas e iniciamos também a exploração de novos horizontes, visitando outras nações.

Por volta do ano 4000 (século I depois de cristo), entramos na Era de Peixes, na qual a humanidade tornou-se introvertida e expôs muitos dos seus medos. Por isso, a religião tomou o controle de nossa consciência e passamos a ter medo de Deus.

Agora, estamos vivendo a transição da Era de Aquário, libertando-nos de 2000 anos de medos e de mente e visão estreitas.

Podemos perguntar porque 6000 anos e não 10000, um milhão ? a explicação está no Gênesis, capítulos 1 e 2, onde é descrita uma passagem sobre Adão e Eva vivendo num ambiente muito estranho, o Paraíso. Existem lá duas árvores: uma é a Árvore do Conhecimento e a outra a Árvore da Vida. Há animais, entre os quais a cobra e toda história da maçã, do pecado, da sedução e, finalmente, da expulsão de Adão, Eva, a cobra e os animais do Paraíso. E, finalmente, do grande castigo da morte para o homem e da Espada Giratória.

Qual é o significado de tudo isso ? por quê essa espada que gira sobre si mesma fica na porta do Paraíso ? Onde é o Paraíso ? quando tudo isso aconteceu ?

De acordo com a tradição judaica, aconteceu há 6000 anos, no ano zero. Mas todos nós sabemos que o homem já estava vivo milhares de anos antes disso. Entretanto, “antes disso” significa em outra dimensão, no tempo da eternidade e não nesse tempo de hoje, linear. Por isso a contagem começou do zero. Algo aconteceu que fez com que o homem fosse castigado para morrer e um novo começo em um outro tipo de tempo, com uma nova roupagem, se iniciasse.

Transcender de uma dimensão à outra é passar por essa espada giratória que deve estar guardando a porta do Paraíso. Esta espada que gira pode ser uma passagem estreita para o Paraíso, embora para muitos essa espada pode ser uma barreira.

Depois de 6000 anos quando,anjos caídos que somos, caminhamos a passos largos em busca do Paraíso perdido, finalmente a Sabedoria está ao nosso alcance, porque atingimos uma idade em que podemos ver a espada giratória de uma maneira muito clara. As portas do paraíso estão abertas e, na Era de Aquário, toda a luz do Paraíso é finalmente revelada. Mas é claro que esta espada está na nossa mente. Somos nós que nos bloqueamos ou nos abrimos aos seus segredos e à sua luz.

As portas estão se abrindo para todos, mas a espada está girando e aqueles que não apreciam a luz do Paraíso vão dizer que não é possível que se possa entrar de maneira tão fácil, que não pode ser verdade. No entanto, aqueles que estão mesmo interessados e querendo entrar no Paraíso, que apreciam a sua luz e não o que se paga por ela, esses verão que a espada não está apenas impedindo, mas sobretudo protegendo a sua entrada no Paraíso.


Compreendendo o relógio cósmico:
Falando um pouco do Gênesis,
Algumas citações bíblicas e
Cabalísticas

São sete os dias da criação. Cada dia equivale a mil anos. O que a Cabala e a ciência das Eras explicam não é o que a ciência fala do conceito sobre Tempo, mas sobre o relógio cósmico descrito na Bíblia., que é o tempo zero (começo da Era de Touro), quando Adão e Eva cometeram o pecado e foram expulsos do Paraíso; quando nos tornamos anjos caídos e mortais, com um corpo frágil e de pouca durabilidade, com uma verdadeira preciosidade dentro dele, que é a nossa divina alma imortal, cuja manifestação se reduziu a apenas 1/8 do todo.

Ficamos cegos
Perdemos a memória

O Gênesis descreve os dias da semana da criação e Adão pecou na sexta feira, seis horas antes do pôr do sol; isto é, ao meio dia de sexta-feira. Neste momento, o relógio cósmico parou. Fomos jogados para fora do Paraíso e para uma dimensão diferente de tempo, onde esse tempo nos é dado como vida, mas de uma maneira limitada. Temos somente um tempo limitado para viver e esta é a nossa realidade física, que começou no ano zero.

E agora, o que está acontecendo ?

Estamos cada vez mais próximos de mudar este relógio; de voltar ao verdadeiro tempo, o da eternidade. Poderia explicar isso, da mesma forma que os judeus explicam, quando dizem que o encontro dos dois relógios (tempo da eternidade versus tempo linear) se daria em 2240. Isto significa que “ Adão pecou no sexto dia e seis horas, foi expulso do paraíso e caiu no tempo linear (um tempo com começo e fim); agora Adão (nós) está tentando retomar a caminhada de onde parou (sexta feira, ao meio dia, no sexto dia). Falta mais um dia (o sétimo) para nós (Adão) completarmos o ciclo da vida (criação) e nos tornarmos plenos, conscientes, termos enfim um corpo compatível com nossa alma divina.

Já demos o primeiro passo para voltar ao Paraíso e os sintomas disso se mostram em nossa rotina diária, como: tempo mais curto, tensão, violência exagerada, famílias destruídas, muitas tragédias, e o medo; um medo enorme, como se já soubéssemos o que está por vir. Há algo acontecendo no inconsciente coletivo; algo novo, diferente. Como não temos como saber exatamente o que é, apenas sentimos, o medo toma conta, então começamos a culpar a tudo e a todos. A verdade é que o tempo de estarmos ligados ao relógio físico está acabando e agora estamos entrando numa nova dimensão de tempo, o Tempo da Eternidade. Ele, diferente do tempo linear, tem começo, mas não tem fim (a morte).

Aqueles que dedicarem seu tempo ao conhecimento espiritual,
olharem para si mesmos e tentarem descobrir quem são,
vão receber mais tempo e a vida será mais longa.
E isto vai nos ajudar a atingir a eternidade novamente,
Quando não haverá mais morte e
Toda a história da expulsão de Adão do Paraíso
Chegará ao fim, com o nosso retorno para casa.
Não será, porém, um retorno físico.
Será sim uma mudança de mentalidade,
Vibracional, sobre nós mesmos.


Quando nos referimos à Bíblia, não falamos apenas da história física da humanidade em 6000 anos e sim do efeito espiritual ocorrido numa dimensão além da que conhecemos. Tentamos traduzir esta dimensão para o nosso tempo, para o nosso relógio, para a nossa hora, com a intenção de entender os eventos cósmicos que ocorreram. Assim, podemos também entender os processos pelos quais passaremos no futuro.

Como citei acima, o ano de 2240 será o ano em que finalmente retornaremos ao tempo da eternidade. Vou mostrar abaixo como os judeus (através da Cabala) chegaram a esta conclusão:

“ O sexto dia, sexta feira, ao meio dia é o ano judeu de 5750, que corresponde ao calendário gregoriano de 1990. Como faltam 250 anos (ou seis horas) para completar o sétimo dia da criação (ou 6000 anos), o ano de 2240 (calendário gregoriano) seria o ano de nosso retorno ao paraíso.”

A humanidade teve tempo para começar a compreender o processo de mudança a que vem sendo submetida. Tivemos 5750 anos (dos 6000) para efetuar esta mudança. É como se alguém desse uma missão para ser cumprida até às 22 horas e, no fim do prazo, a missão ainda não tivesse sido concluída. Mais cinco horas seriam dadas e, às 3 horas da manhã, o trabalho que deveria estar pronto às dez da noite seria concluído. Este é o problema com a dimensão do tempo. Tempo não é apenas um relógio, mas também a missão que temos que cumprir dentro de um prazo determinado. Em resumo, se temos um destino a cumprir num determinado prazo, é criado um problema que terá que ser resolvido. Como vamos resolver é outra questão.

Precisamos entender que o tempo que nos é dado
em cada corpo que entramos
não pode ser desperdiçado.
Se a Alma, porventura, sentir que não vamos cumprir o prazo nesse corpo,
ela nos tira e nos coloca em outro
para poder acelerar o processo e
conseguirmos cumprir com o prazo determinado.


Foi oferecido aos seres humanos 5750 anos para compreender o que foi o pecado de Adão e fazer a correção (ou mudança) desse pecado. Por volta de 1990 nós já deveríamos ter atingido a consciência do verdadeiro significado do pecado de Adão e ter feito a sua correção (separar o joio do trigo). O princípio básico dessa correção seria o que na astrologia chamamos de “eixo 1 x 7” (áries x libra). Isto é, eu como individuo encarnado em um corpo, analisando e observando minha vida, meu comportamento, minhas atitudes, minhas escolhas, minhas decisões, na rotina diária da vida dentro da sociedade em que vivo (áries); e eu com minha família, meus relacionamentos, meu trabalho, minhas alegrias, minhas dores, enfim eu e o meu universo, eu e o outro (libra).

Eu em busca da minha consciência,
da parte divina que habita dentro de mim.

As religiões seriam apenas uma ferramenta para acessar a divindade interior e não o objetivo principal. Seríamos seres ativos e participantes na busca incessante por nós mesmos e não seres passivos e resignados à espera de uma palavra reconfortante para nos sentirmos seguros e sem medos.

A verdade sobre nós está fragmentada e espalhada pelo mundo, além é claro de estar dentro de nós. A busca por religião é uma forma de encontrar essa verdade. Cabe a nós identificar essa verdade nos textos sagrados. O que não devemos fazer é simplesmente aceitar o que nos dizem como verdadeiro, sem questionar ou mesmo por em dúvida a interpretação dada a determinados textos e/ou histórias tidos como inquestionáveis.

Apenas aquelas pessoas que compreenderem o pecado de Adão
e puderem fazer a mudança continuarão
para um segundo estágio, retornando ao Paraíso.

O que acontecerá com as almas daquelas pessoas que não atingirem o segundo estágio ? é uma boa pergunta, mas pelo menos temos acesso a informação, se a quisermos, embora o Cardecismo diga que temos livre arbítrio, eu não acredito que tenhamos.

Livre arbítrio consiste na liberdade de poder escolher, sem restrições, o que for melhor para nós no momento. Eu posso acreditar nessa liberdade de escolha; o que não acredito é na nossa capacidade e/ou habilidade para escolher, já que sem memória, vivendo no presente o tempo todo, sem nenhuma noção do que virá, e tendo apenas flashes do passado - somos incapazes de lembrar dias e anos inteiros, a não ser que algo que consideremos importante tenha acontecido – como podemos escolher o que de fato seria melhor para nós ?

A Criação


Adão e Eva foram expulsos do Paraíso. Portanto, não somos mais capazes de trabalhar no Paraíso. Aqui na Terra, todos nós trabalhamos, ganhamos nosso dinheiro, no entanto, o mundo não é o Paraíso. Mas agora como estamos voltando para o Paraíso, queremos compreender o que significa esse trabalho. Qual é o seu propósito ?

A história da criação na Bíblia é um evento bastante tardio no Cosmos. Tudo aconteceu muito antes do que está escrito no Gênesis.

Todos nós aprendemos sobre a Luz e o Receptor. A Luz é a consciência do Infinito. No Infinito existe apenas a espiritualidade, nenhuma consciência física.

Esta foi a primeira criação:
A Luz criou o Receptor (o corpo)


O Receptor também era apenas espiritual, sem nenhuma aparência física. Mais tarde, surgiu o Big Bang e o mundo material a apareceu. Além de alguma aparência física, após o Big Bang tudo começou a ficar cada vez menor. Um Receptor menor e uma Luz menor até atingirmos o homem com o corpo e a alma como os concebemos . O corpo evoluiu desde o Receptor infinito e a alma, desde a Luz Infinita. Existe uma conexão entre as fases evolutivas, tanto da Luz quanto do Receptor. O corpo tornou-se cada vez mais condensado, mais restrito, e a nossa alma é uma evolução da Luz, que também se tornou um pouco mais condensada, para poder se adaptar melhor a esse corpo mais pesado.

Estamos na verdade tentando penetrar no Império da Mente. Este é o verdadeiro Império Cósmico. Enquanto lutamos no império físico, o verdadeiro está à nossa espera. O Império Espiritual possui lugar para todos; não há necessidade de luta; não é preciso conquistar o direito de entrar neste Império, através de ações físicas, atitudes sociais, culturais, etc..., porque ele simplesmente está na nossa mente, dentro de nós.

Daqui pra frente, o mundo espiritual vai se tornando cada vez mais exigente. As pessoas que derem prioridade ao mundo material não terão nenhuma chance. A única chance que temos é de aprender a profissão do futuro, isto é, sermos uma força espiritual, entrarmos no Império da Mente e trazer para a nova Terra o poder de criar novos mundos, novos universos, que existe dentro de nós. Que isto seja um objetivo comum.

Precisamos criar um novo Deus

O processo de criar um novo deus tem como objetivo expressar um novo mundo de uma maneira nova. O deus que existe hoje trouxe muito ódio, tantas mortes, tanta destruição. Criamos esse deus com a nossa mente, com nossas atitudes físicas e com as religiões. Precisamos nos unir para “ descriar “ esse deus e criar um novo.

Cada indivíduo que esteja encarnado nessas últimas centenas de anos tem a responsabilidade de “descriar” esse deus que criamos há 2000 ou cinco mil anos e começar a criar um novo deus. Um deus que possamos respeitar e não temer; que possamos ouvir, entender e aceitar seu julgamento; um deus com o qual possamos viver e ser felizes; um deus que tenhamos perto de nós, que não peça que matemos por ele ou que nos comportemos como mártires; um deus que goste que vivamos por ele e não que morramos por ele.

Procuramos por esse deus
Há milhares de anos e
Não o encontramos.
Está na hora de criá-lo.
Este deus está dentro de nós


Criar um novo deus significa
Deixar tudo pra trás e
Começar de novo


Devemos abrir nossa mente espiritual e tentar compreender como a estrutura do Universo funciona. Para isso precisamos do básico: tentar compreender o nosso processo de vida, a nossa história; porque nascemos em tal lugar, com tal família. Porque somos brancos, negros, ricos, pobres, sofremos abusos, descasos ? precisamos traçar um perfil, entender as repetições ao longo da vida. Ganhamos ? perdemos ? filhos ? não ? por quê ?

Essa lavagem de roupa suja é necessária para chegarmos lá no fundo de nós mesmos, pois é lá que vamos nos encontrar; é lá que criamos um novo deus, a partir de uma visão diferente de nós mesmos; uma visão lúdica, imparcial.

Teremos consciência de nossas dificuldades, sabendo que é difícil mudar, mas com uma nova alternativa que é a administração dessas dificuldades. Ao conhecer o problema, saberemos como lidar com ele.

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