segunda-feira, 9 de julho de 2012

Sawabona Shikoba .

Sawabona Shikoba



 SAWABONA, é um cumprimento usado no sul da África quer dizer : 
"EU TE RESPEITO, EU TE VALORIZO, VOCÊ É IMPORTANTE PRA MIM".
Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA que é :
 "ENTÃO EU EXISTO PRA VOCÊ". 


  Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.

O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.

A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.

A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.

Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.

O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.

A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades.
E ela só é possível para aqueles que conseguem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado.

Cada cérebro é único.
Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.

O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...

terça-feira, 5 de junho de 2012

Felicidade é um sentimento simples !

FELICIDADE REALISTA 
(Mário Quintana) 

      A princípio bastaria ter saúde , dinheiro e amor , o que já é um pacote louvável , mas nossos desejos são ainda mais complexos . Não basta que a gente esteja sem febre: queremos , além de saúde , ser magérrimos , sarados , irresistíveis . Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel , a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas . E quanto ao amor? Ah , o amor . . . não basta termos alguém com quem podemos conversar , dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando . Isso é pensar pequeno: queremos AMOR , todinho maiúsculo . 
   Queremos estar visceralmente apaixonados , queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados , queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo , queremos sexo selvagem e diário , queremos ser felizes assim e não de outro jeito . É o que dá ver tanta televisão . . Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista . Ter um parceiro constante pode ou não , ser sinônimo de felicidade . Você pode ser feliz solteiro , feliz com uns romances ocasionais , feliz com um parceiro , feliz sem nenhum .. Não existe amor minúsculo , principalmente quando se trata de amor próprio .Dinheiro é uma benção . Quem tem , precisa aproveitá-lo , gastá-lo , usufruí-lo . 
     Não perder tempo juntando , juntando , juntando . Apenas o suficiente para se sentir seguro , mas não aprisionado . E se a gente tem pouco , é com este pouco que vai tentar segurar a onda , buscando coisas que saiam de graça , como um pouco de humor , um pouco de fé e um pouco de criatividade . Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável . Fazer exercícios sem almejar passarelas , trabalhar sem almejar o estrelato , amar sem almejar o eterno . Olhe para o relógio: hora de acordar É importante pensar-se ao extremo , buscar lá dentro o que nos mobiliza , instiga e conduz , mas sem exigir-se desumanamente . . A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio . Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade . Se a meta está alta demais , reduza-a . Se você não está de acordo com as regras , demita-se . Invente seu próprio jogo . Faça o que for necessário para ser feliz . 

     Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples , você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade . Ela transmite paz e não sentimentos fortes , que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração . Isso pode ser alegria , paixão , entusiasmo , mas não felicidade . 

quinta-feira, 22 de março de 2012

O caminho de volta....


       Esse texto  nos faz  pensar sobre  nossa vida, nessa  fase  de  transição  que  todos  estamos  passando , é  uma  luz no final do tunel . Hoje em dia estamos todos  sendo obrigados  a    encontrar o que  existe  de  mais  importante   dentro de nos,  para  fazermos  uma  escolha  e  fazer diferente do que  estavamos  acostumados  a fazer,  e   essa  caminhada não  esta  fácil, é  assustadora  as  vezes. A era  da  superficialidade  esta se  transformando  numa era  de  profundidade  .  Passamos por  uma fase  transitória  que  vai  nos  transformar  em  seres  humanos  melhores , mais  conectados  com Deus  e com nós  mesmos  ,  menos sensivel  ao que   nossa  sociedade meio hipocria prega .Precisamos  ter  fé  em  Deus  e em nós  mesmos que  tudo vai dar  certo.


                           Os Mensageiros da Eternidade

Nós, os sensíveis, temos a luz brilhando dentro de nós. A nossa sabedoria muitas vezes pode ser confundida com a loucura por pessoas de mentira... por aquelas pessoas que vivem presas a um mundo automático.

Nós, os sentimentais, os alquimistas, os arrependidos pelos erros, os filhos amados que foram deixados pra trás num deserto, os que têm fé inabalável, os sonhadores, os loucos de amor, muitas vezes, já fomos considerados as ovelhas negras da família,mas, os nossos sentimentos profundos como o mar, nos transformaram aos poucos em cordeiros mansos que pastam felizes pelos campos verdes.

Dentro de nós ardem paixões interiores capazes de derreter qualquer geleira. Nós já morremos incontáveis vezes, já renascemos outras tantas mais fortes, mais determinados em encontrar a nossa felicidade.

Nós, os sensíveis, somos invencíveis pelas lágrimas e imbatíveis pelo sorriso. Muitos de nós, os sensíveis, carregamos na alma e até no corpo, marcas da nossa paixão pela vida. Do mais fraco ao mais forte, do mais bonito ao mais feio.

Não somos medidos pela nossa formosura ou pela grandeza do nosso corpo, mas, somos admirados pelo poder do nosso coração, pela força que emanamos de dentro de nosso olhar...e as pessoas de mentira ficam sem entender como nós, os sensíveis, conseguimos ter tanto poder!

Nós, os sensíveis, estamos aqui para fazer a diferença. Ninguém nos conhece pela superfície, mas, pela profundidade de nossos bons pensamentos.

Não somos santos, mas, somos anjos. Não somos perfeitos, mas, é na nossa imperfeição que mostramos nossas maiores virtudes. Não é pela casca que queremos ser conhecidos.

Queremos um relacionamento íntimo com tudo e com todos que nos cercam. Podemos errar...fracassar em quase tudo, mas, jamais fracassaremos como seres humanos.
Somos imcompreendidos, porque muitas vezes não sabemos expressar quem somos de verdade.

Ainda que o nosso corpo envelheça e fique doente...nada pode tocar o coração de um sensível senão a mão do Supremo Criador.

Nós, os sensíveis... mesmo de longe nos juntamos em espírito num coral para cantar uma canção que curará toda pessoa de mentira. Por alguns instantes o mundo parará para ouvir o nosso canto e se apaziguará por alguns poucos momentos... E por alguns momentos, elas, também, vão ser sensíveis como nós... quando perceberem que no rosto do outro está o espelho de sua própria face.

Nós, os sensíveis, temos o dom de sentir o que os outros sentem...de traduzir seus pensamentos... porque nosso coração capta o que os outros corações transmitem... mas, nós, somos uma brasa viva no meio da neve... ou um oásis no meio do deserto.
Estamos aqui para mostrar aos outros que a alma existe... que a matéria passará. Mas que temos vida para todo o sempre.

Somos "aprendizes" da sabedoria universal. Acreditamos num Deus comum a todos seres humanos. Num Deus que habita todas as religiões. Num abraço do sensível está a graça do Universo.

Nós, os sensíveis, somos os mensageiros da eternidade...

André Aquino

domingo, 30 de outubro de 2011

Para reflexão: Fardos Inúteis !


   Aprender  a  administrar esses fardos , é a chave para se ter  uma vida mais  feliz , mais consciente,  e eu  sei que é  muito dificil,   é  como um recomeço , um  verdadeiro   renascimento  quando esse entendimento começa a acontecer , e  as  vezes corremos  o  risco de  passar  nossa  vida  toda para  entender , esses  fardos ! 

 `Na vida, todos carregamos conosco as nossas responsabilidades, sonhos, frustrações, esperanças, medos, lembranças. E muitas dessas cargas tornam-se fardos que, além de pesados, são absolutamente inúteis, porque não faremos nenhum uso positivo ou construtivo deles; eles só se destinam a nos cansar, a nos dificultar a caminhada, a nos sobrecarregar de emoções negativas e depressivas. São fardos inúteis, os ressentimentos de várias naturezas, o conjunto de temores que cultivamos em relação aos perigos imaginários.
Conta uma lenda, que dois monges que atravessavam uma área deserta quando diante de um rio violento, avistaram uma linda jovem que tentava atravessá-lo sem sucesso.  Um dos monges, não sem dificuldades, atravessou o rio e colocando a mulher em suas costas conseguiu atravessar o rio em segurança.
A jovem abraçou-o agradecida, comovida com o seu gesto e seguiu seu caminho.
Retomando a jornada, o outro monge que assistiu a tudo calado repreendeu o amigo,
falando do contato carnal que houve com aquela jovem, da tentação de ter aquele contato mais direto com uma mulher, o que era proibido pelas suas leis. E durante um bom trecho do caminho, esse monge falou sobre a mulher e sobre o pecado cometido até que aquele que ajudou a jovem na travessia falou: "querido amigo, eu atravessei o rio com a jovem lá eu a deixei, mas você ainda continua carregando-a em seus pensamentos. 
Levamos nossas dores e frustrações ao extremo.
Dramatizamos demais,elevamos ao cubo cada dor, cada ofensa, cada contrariedade e por isso, não conseguimos relaxar, perdoar ou mesmo ser feliz, pois o peso que vamos acumulando em nossas costas
são demais para qualquer cristão.

Desarme-se.dos velhos pensamentos,do espírito da revolta, da tristeza.
Hoje é dia de desmontar o velho acampamento do comodismo e seguir adiante na longa jornada que a vida apresenta. Quanto mais leve a sua mochila,
mais fácil a subida rumo a felicidade.
  ``Ouvimos todo o sempre que Deus não nos dá fardos maiores que aqueles que podemos suportar, e muitos dos nossos fardos já poderiam estar abandonados em outras curvas da vida, mas nós insistimos em carregá-los. 
Quais são os fardos que você continua carregando  e que já não estão mais com você? Por que você não consegue perdoar quem lhe magoou? 

Quantas oportunidades você anda deixando para trás por estar amarrado ao passado?
Liberte-se do que te oprime. Se tem o que perdoar, perdoe, mas perdoe esquecendo-se para todo o sempre o que passou.  A vida é uma estrada comprida... Não dá para seguir viagem carregando fardos inúteis. E o rancor, as desilusões, o que era para ter sido e não foi, pesam demais para qualquer pessoa.  Liberte-se! É tempo de seguir viagem. O tempo de ser feliz é agora. Sorria! O dia está nascendo mais uma vez e é todo seu, se você acreditar, se não duvidar e se deixar amar. O dia é todo seu.

 Viva um dia de cada vez sem carregar fardos inuteis! 

sábado, 8 de outubro de 2011

Steve Jobs .


    Essas  foram  , praticamente , as  ultimas palavras  de  um homem que  acaba de  falecer  com cancer  no pancreas,  que   possuía 8 Bilhões de dolarers em sua  conta  bancaria !

 Faz  a gente  pensar  sobre  a  vida  que  a  gente  leva , no primeiro paragrafo ele fala  dos  tijolos  que  Deus  manda  sobre  a  gente para  fazer  a  gente  parar  de  seguir  um  determinado  caminho, mas  acho que  no caso dele  não foi  suficiente,  e  ele  continuou....o que  a  gente  sabe  fazer  bem, e  adoramos  fazer  , as vezes  não é  o  que  Deus  reservou  para  agente, se  estamos  numa  caminhada   para  aprendermos  alguma coisa  , então teremos  que fazer e  aprender  coisas  que  ainda  não fazemos  bem ,e que  as  vezes nos  sentimos inadequados fazendo,,,  lembra  que   a vida é  um eterno  aprendizado..
Seguir  nossa  intuição, nossa  voz  interior , exige  muita  coragem,  sermos  realmente o que temos la  no fundo  da alma  , expressar nossa natureza  interior, é  muito dificil nos  dias  de  hoje  , por  causa do barulho e dos  valores  que  o  sistema impregna  nossas  mentes, ser  isso  ou  ser  aquilo, fazer isso ou aquilo , porque  a  maioria faz  ou  é , só porque  uma  maioria  o  faz ,,, esta  errado,  temos  que  ser  mais  autênticos  e  comprometidos  com  nosso  eu  interior..

 Não estou aqui julgando, nem condenando, na vida se tem o livre  arbítrio para  se  fazer com ela  o que  se  quer  ,,, mas eu  acho que faltou um pouco de Deus na  vida  dele !

 Reflitam sobre as palavras  dele:( palestra feita  em 2005, 1 ano depois de descobrir o cancer)


“Às vezes a vida te bate com um tijolo na cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me fez continuar foi que eu amava o que eu fazia. Você precisa encontrar o que você ama. E isso vale para o seu trabalho e para seus amores.Seu trabalho irá tomar uma grande parte da sua vida e o único meio de ficar satisfeito é fazer o que você acredita ser um grande trabalho. E o único meio de se fazer um grande trabalho é amando o que você faz. Caso você ainda não tenha encontrado[ o que gosta de fazer], continue procurando. Não pare. Do mesmo modo como todos os problemas do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer relacionamento longo, só fica melhor e melhor ao longo dos anos. Por isso, continue procurando até encontrar, não pare"

"Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de achar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração", diz. "Tenha coragem de seguir seu coração e sua intuição. Eles, de alguma forma, já sabem o que você quer se tornar."

"Você tem que descobrir o que você ama. E isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama."

"Você não pode conectar os pontos olhando adiante, você só pode conectá-los olhando para trás. Então, você tem que confiar que os pontos vão se conectar de alguma forma no seu futuro. Você tem que confiar em alguma coisa: seu Deus, destino, vida, carma, seja o que for. Acreditar que os pontos vão se ligar em algum momento vai dar confiança para você seguir seu coração, mesmo que ele o leve para um caminho diferente do previsto."

terça-feira, 13 de setembro de 2011

´´Fazemo-nos livres na medida em que assumimos e aceitamos que não o somos ``

      Definir a palavra «intimidade» não é simples, e a sociedade em que vivemos tem se encarregado de dá-lhe distintos significados, provocando um problema de semântica. Por exemplo, a Casa Branca fala de «ceias íntimas» de 300 pessoas; os predicadores nos prevêem da «intimidade pré-matrimonial»; a moda de Hollywood nos vende «vestuário íntimo»; e as revistas nos oferecem testes para desenvolver nossas «habilidades para intimar».

Há duas maneiras de despojar de sentido a uma palavra. Uma, dá-lhe um só e único significado. Outra, dá-lhe um significado demasiado amplo e generalizado. Como uma palavra multiusos, que acaba por esvaziar-se de conteúdo. Isto tem acontecido com o conceito de intimidade, que tem sido possuído e domesticado.

Por isso, nossa primeira tarefa nesta viagem não é a de aprender, senão desaprender, já que, muito provavelmente a maioria de nós tem sucumbido ante alguma atrativa imitação da intimidade, que ao final tem resultado cruelmente decepcionante.
Nossa esperança oculta é, todavia, que o entendimento nos libere da ansiedade. Assim que procuramos úteis e breves definições. Assistimos a conferencias, compramos discos compactos e lemos livros. Confiamos que talvez eles nos digam o que precisamos saber. Se pudermos obter algumas definições interessantes, ficaremos satisfeitos. Com os nossos novos conhecimentos convenientemente acomodados na nossa pasta, o tema das relações parece mais manejável, ou menos ameaçante. E se tudo isso falhar, sempre poderemos utilizar esta informação como uma arma. Uma das formas mais fáceis para evadir os nossos próprios temores é projetar nossas limitações nos demais. E podemos fazê-lo com o pretexto de «ajudar»: «olha o que eu sei sobre como devem ser as relações», o que significa «olha o que tenho que te dizer para te ajudar a mudar tua vida», o que se converte em um substituto da nossa própria luta e admissão de nossa própria necessidade.

Há uma sensação de poder e controle quando pensamos que temos definido algo em particular. Dá a sensação de ter chegado a uma conclusão. A ironia, por suposto é que o terreno fértil para a intimidade é a vulnerabilidade, ou a debilidade. A vulnerabilidade é uma postura de abertura. A conclusão (ou controle) é sua antítese. Nesta viagem para as relações será importante identificar aquelas formas em que nos fechamos e mirar as falsas imitações da intimidade às que todos estamos expostos.

Se tal for o caso, então a nossa tarefa inicial não é definir a intimidade (chegar a conclusões) senão liberá-la de definições irreais e enganosas. A mudança e o crescimento não são só assunto de agregar mais informação, mais reflexão, senão de desfazer-se de aquilo que possa resultar falso e enfermo.

A equação entre o Real e o Útil 
Nosso problema começa com o fato de acreditar a nossa cultura ocidental quando diz que «nada é suficiente». Como conseqüência, nossa percepção do que é «real» está distorcida. Na nossa cultura, algo é real se tem valor mercantil, se é útil, se tem um uso prático.

Thomas Merton oferece uma analogia que nos pode ajudar. Sentado a sós na floresta com sua lanterna marca Coleman, se confronta com o fato de que Coleman tem construído sua lanterna com uma intenção prática que vai mais além de simplesmente iluminar. A caixa da embalagem indica que a lanterna «alonga os dias para dar mais horas de diversão». E Merton se pergunta: Acaso não posso só sentar-me na floresta sem um motivo especial? E continua dizendo que, de fato, «Não estamos tendo diversão, não estamos "tendo" nada. Não estamos "alongando nos nossos dias", e se tivéssemos diversão, não se mediria por horas. Ainda que no final isso seja o que a diversão parece ser: um estado de excitação difusa que pode ser medida pelo relógio, e ser "alongado" por um aparelho».

Nesta situação, onde o real é definido pelo prático, temos perdido a liberdade. A vida e as relações já não podem se comemorar, só pode vencer-se, conquistar ou manipular.

Em conseqüência, tendemos a perguntar-nos sobre qualquer de nossas relações: De quê me serve neste momento? Ou, quê me aporta? Ou, me faz feliz? Ou, se não tem nenhum valor, para quê mantê-la?
Com esta ilusão acerca da realidade, começamos uma batalha na frente equivocada. A intimidade, como todos os assuntos que tem a ver com o crescimento pessoal, se converte em algo externo. 

Esta idéia é a que nos impede contatar com a intimidade (ou nosso ser verdadeiro) porque tendemos a ver as relações desde a nossa postura de controle, assumindo que nós somos os que sabemos, que a vida é cor de rosa e a outra pessoa sempre é a que tem o problema, e onde dois mais dois é sempre igual a quatro. A fórmula sempre funciona. A relação sempre produz o resultado esperado. Queremos que nossas relações sejam como o slogan dos autos Honda: «Se apaixona sem pagar o preço… Este carro se parece muito ao que deseja, te faz feliz sem te pedir nada».

Ganharemos uma melhor perspectiva na batalha quando entendamos aos nossos inimigos. Quais são os obstáculos que nos impedem enfrentar-nos conosco? Quais são as ilusões que permitem dar-nos o luxo de distanciar-nos porque nós «sim entendemos»? Qual é a falsa idéia que nos impede mostrar-nos tal qual somos e poder confiar? Quê há em nós que nos faz procurar redefinir o amor e as relações em termos que resultem mais fáceis de assimilar? 

Temos de sinalar, embora, que nesta atração para as falsas idéias sobre as relações, não existe necessariamente uma intenção de enganar, senão melhor a necessidade de proteger-nos em contra do desconhecido, não de maneira calculada e cruel, senão movidos pelo temor. O temor de passar da comodidade ao crescimento, e da seguridade à maturidade.

A necessidade de fugir da Fragilidade 
Assim, pois, nosso ser real se oculta e um «eu falso» se mostra em seu lugar. Não é de surpreender que algumas questões em nossa cultura resultem um tabu, como a morte, o sexo, Deus e a alma.

Por quê? Porque estes assuntos desafiam nossa capacidade para manter o controle. Confrontam-nos com a nossa humanidade, a nossa vulnerabilidade, a nossa solidão e a nossa necessidade. Pela mesma razão, evitamos confrontar a presença real que surge no silencio. E nos construímos uma visão do mundo que seja manejável, e aparentemente menos ameaçante. Se formos capazes de conter a vida em áreas como a intimidade e as relações, podemos estar razoavelmente convencidos de que estamos no controle. E podemos evitar, ao menos parcialmente, a inevitável confrontação com a nossa fragilidade, a nossa debilidade, a nossa nudez, a nossa solidão e a nossa escravidão.

Em uma entrevista ao magnata de Playboy vemos uma ilustração da nossa constante necessidade de construir uma proteção contra nossa vulnerabilidade. Em dita entrevista se diz que esta pessoa tem feito o necessário para manter inumeráveis aventuras sem estar nunca cerca do altar. Aos 60 anos, ele estima ter dormido com cerca de mil mulheres sem ter caído no cativeiro conjugal. «Talvez é que estou me volvendo mais romântico», e agrega com um sorriso, «não tenho tido muitas noites solitárias nos últimos 30 anos». Este amo das coelhinhas ainda acredita na inocência, especialmente a sua. 

Do mesmo modo nas nossas vidas, se não enfrentarmos as falsas imitações da intimidade que nos espreitam, perpetuamos uma mentira, não com má intenção, mas o resultado é o mesmo: a não autenticidade. Enganou-me a mim mesmo ao acreditar que estou participando em algo que, de fato, estou evitando. Com uma intenção cruel ou calculada? Não. Como fruto do temor? Sim.
Em conseqüência, já não se trata de aprender definições corretas, ou de dominar a habilidade para ser um bom conversador e atrair ao sexo oposto, ou de ser reconhecidos por nossa capacidade de escuta e empatia, ou de obter uma alta pontuação no último teste sobre relações interpessoais. De fato, não é tão fácil como isso. Esta viagem para se volver real começa com a aceitação de um fato difícil: «Fazemo-nos livres na medida em que assumimos e aceitamos que não o somos». 

Este é o primeiro passo para o crescimento, para a mudança. Para voltar a casa devemos admitir que estamos longe dela. Para aprender sobre as relações devemos reconhecer as falsas imitações às que nos aferramos.

Que são estas imitações e por que este passo resulta tão difícil? Trata-se de mirar de frente nossas adições e compulsões, nossa voracidade (nunca nada é suficiente), e nossas idealizações bem construídas acerca do que deveria ser a intimidade e as relações autênticas, que levantam uma barreira ao nosso eu real, assim como à possibilidade de um diálogo verdadeiro.
Tais imagens se constroem sobre sistemas de crenças deficientes, ou equaciones incompletas. Em nossa necessidade de cercania e conforto, somos susceptíveis a qualquer quantidade de farsas ou experiências que completem a frase «A intimidade é…».

Adaptado por: Laura Ríos
Tomado de: Hershey, T. (1990). Go Away, Come Closer. EUA. Word Publishing

sábado, 10 de setembro de 2011

A Alma , nosso sexto sentido.

Recebi  este  texto por  email,  e  resolvi  publica-lo.Achei interessante.    

Se estivermos no caminho espiritual, vamos ter que batalhar. Não é fácil. É difícil abandonar nossos medos, é difícil parar de ter inveja, é difícil ficarmos trabalhando em nós mesmos todo o tempo.( é  foda  mesmo)

A parte mais difícil é enxergar – enxergar a verdadeira realidade. Quantas vezes olhamos para trás, para uma amizade ou um relacionamento amoroso rompido e pensamos com nossos botões: “O que foi que eu vi naquela pessoa?”.

A verdade é que não enxergamos ,“os olhos não conseguem perceber tudo”.

Isso porque estamos presos no momento, presos na ilusão dos cinco sentidos.
Então, qual é a resposta? Como desvencilhamo-nos desta armadilha?
Descascamos as camadas do nosso ego.
Meu mestre,  Rav Berg, diz que nossa alma é como um abajur que cobrimos com camadas de véus. Nossa natureza egoísta oculta a Luz dentro de nós. Eu, eu, eu, eu, eu. “Não acredito que ele me disse aquilo”. “O que eles vão pensar de mim?” “Olhe para mim, sou ótimo”. “Olhe para mim, sou patético”.

Estarmos constantemente obcecados conosco nos impede de enxergar o que realmente está acontecendo.

Somente quando removemos nosso ego, pedaço por pedaço, somos capazes de enxergar a verdade nas situações e nas pessoas. ( é  o  caminho do  reencontro com nosso eu verdadeiro, nossa alma , nossa divindade ,que é o pedaçinho de  Deus está dentro de nós  )

O segredo é enxergar os outros em primeiro lugar , para  enxergar-nos depois, pois Deus, coloca  pessoas em nossa volta   , para nos  ajudar a aprender,  o que não conseguimos ver, em nós . Somente então poderemos ter o mérito de nos elevar acima das limitações dos cinco sentidos e ligar o nosso sexto sentido.

O que é exatamente o sexto sentido? É a capacidade de enxergar algo que nunca tínhamos visto antes; de conseguir num relance a resposta para perguntas a muito tempo  formuladas , que  estavam  sem  respostas.

Afinal de contas, queremos aprender a receber. E recebemos não através do intelecto, mas através da conexão com a Luz.( essa luz , pra  mim , é a  sabedoria  divina ,que esta em  nossa  alma , )

Atualmente , as forças do universo estão nos impulsionando a enxergar o nosso propósito; a perceber aquilo que normalmente nos escapa. Recebemos a oportunidade de ver aquilo para o que normalmente somos cegos, simplesmente deixando de lado o nosso ego.
As seguintes ferramentas podem nos ajudar a nos conectar com esta influência positiva:

• O compartilhar transformador
• Sair da zona de conforto
• Remover o interesse pessoal

E como sempre, escanear  a alegria que o nosso Criador planeja para nós.
Experimente fazer isso – você vai gostar do resultado.

Tudo de bom,

Yehuda Berg